“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Espiritismo em Foco

domingo, 24 de abril de 2011

Enquanto é Possível...

Apressa-te em quanto tens tempo, enquanto gozas de perfeita saúde, enquanto desfrutas da bênção da lucidez, e apresenta-te aos diversos núcleos Cristãos no mundo, e inscreve-te nas tarefas em que já podes colaborar de forma positiva com tua experiência no assunte de tua especialidade, seja em que área de conhecimento for, pois, todos os trabalhos elaborados pelos Imortais da Vida Superior, no objetivo de iluminação, esclarecimento e pregresso da humanidade, continuam carentes e necessitados de material humano, para serem implantados e executados na terra e, tua ausência naquilo que conheces e dominas, é sem qualquer sombra de dívidas, profundamente sentida.

Usa, do benefício que a inteligência te concede e capacita, e, deixa que os valores do conhecimento que tenhas adquirido ao longo dos anos, em teus esforços de melhoria e crescimento moral espiritual possam ser por ti utilizados para criar, modificar e transformar o ambiente em que vives e, as pessoas com as quais te relacionas, no sincero propósito de servir a causa do bem, e perceberás que os amigos da Espiritualidade Superior estarão ao teu alado te ajudando de forma tão concreta, como nunca imaginastes ser possível tamanha interação, para que obtenhas sucesso em teus projetos de ver crescer em volta de teus passos a alegria, a concórdia e a paz.

A vida pulsa incessantemente nos dois planos; no material em que ora nos encontramos e, no espiritual, invisível aos nossos olhos físicos, de onde procedemos e para onde retornaremos no dia em que o Supremo Doador da Vida nos determinar e; por sabermos ser esta, uma realidade, absoluta, que não poupará, nenhum de nós seres humanos, e nem nos permitirá qualquer privilégio em relação aos nossos semelhantes, é prudente e até mesmo inteligente, saber tirar todo o proveito das inúmeras oportunidades que a vida nos oferece de crescimento e progresso, visando nosso desenvolvimento moral e intelectual.

Para tanto, é necessário nosso indispensável esforço, no trabalho de burilamento que nos está reservado executar, em virtude dos incontáveis equívocos que cometemos no desrespeito às Sábias Leis Divinas, que há muito espera por nossa harmonização e colaboração na implantação e obediência de seus princípios, construindo o que destruímos, ou refazendo o que, mal feito executamos, desenvolvendo em nós os valores ético-morais diferentes dos que anteriormente nos utilizávamos com os quais não observamos o respeito, o amor, e a caridade para conosco, com nosso semelhante e por conseguinte, para com a vida.

Faz-se preciso, urgentemente, encarar essa realidade de frente e, com a disposição necessária, iniciarmos uma mudança de comportamento, buscando alargar nossa visão até aqui míope e, por isso mesmo, deficiente com que sempre olhamos sem enxergar as coisas do Espírito Imortal que sabemos ser, para meditar de forma consciente e honesta, e providenciar imediata limpeza dos departamentos do coração onde cuidadosamente abrigamos os “tesouros” que juntamos ao longo dos séculos e que hoje já identificamos como sendo a causa maior das nossas desditas e infelicidades, pois que, só nos trouxeram preocupações, ansiedades e desconfortos, causando sérias seqüelas ao nosso ser Espiritual.

Sejamos, pois, doravante, mais cuidadosos e cautelosos, com tudo o quanto pretendemos entesourar nesses mesmos compartimentos do nosso coração, que ora trabalhamos por esvaziar, para que não nos arrependamos mais tarde, como hoje nos arrependemos de não ter feito melhores escolhas e, por isso mesmo, estamos pagando preço bastante elevado por nossa negligência para com as virtudes do Espírito e pelo excesso de preocupação em amontoar os falsos tesouros “que a traça corrói e a ferrugem, consome”, responsáveis pelos transtornos dos quais temos sido as maiores vítimas, desde eras recuadas da nossa criação.

Francisco Rebouças.