“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Espiritismo em Foco

domingo, 13 de outubro de 2013

O doce mas, equivocado aceitar!

É muito fácil de encontrar na seara espírita, inúmeros companheiros que discordam das formas como alguns outros confrades demonstram sua contrariedade em relação às diversificadas maneiras como são executados os trabalhos mediúnicos em grande parte do movimento espírita no Brasil, por criaturas que se dizem seguidores da doutrina dos Espíritos. Não concordam com o veemente tom de reprovação, que segundo eles, são justificados por quem assim procede com a desculpa que agem em defesa da fidelidade doutrinária.
Afirmam, que na doutrina espírita, e nas mensagens de Jesus, existem diversas páginas que sugerem outros caminhos para se encontrar a melhor maneira de desfazer as divergências existentes nos procedimentos das atividades mediúnicas, com as quais se poderiam corrigir os equívocos, dizendo: “as sombras só se dissipam com a luz”, e, estabelecer polêmicas inúteis, não leva esclarecimento a ninguém, demonstra simplesmente excesso de personalismo.
Até aqui, citamos algumas de suas afirmativas, seus pensamentos, mas que em verdade não encontram abrigo em nosso modesto ponto de vista. Primeiro porque, esses “compreensivos bonzinhos”, se esquecem de citar também as inúmeras páginas e ensinamentos que se encontram na Doutrina que contrariam esse procedimento de tudo aceitar sem argumentar com fundamentos doutrinários alicerçados na Codificação e nas obras auxiliares que nos aclaram bem para a responsabilidade de não compactuar com erros a título de “ser bonzinhos”, compreensivos, superiores etc., em entendimento e moralidade, pois sabemos não ser.
Os defensores da fidelidade doutrinária, devem sim, com argumentos convincentes e, de forma educada publicarem em todos os órgãos da mídia possíveis, “não suas fantasias doutrinárias”, mas a mensagem fidedigna como os espíritos Superiores no-la passaram, pois, quem assim procede, não me parece estar fazendo uso de personalismo e sim, atendendo ao apelo dos Nobres Emissários Celestes que nos afirmam: "Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea". Livro dos Médiuns, Cap. XX - Item 230.
Só entendemos que alguém pode ser esclarecido, nessa matéria, se conhecer verdadeiramente os postulados da doutrina espírita, e, enquanto nós não nos decidirmos por deixar de ser bonzinhos, para não causar polêmicas inúteis, segundo eles, a doutrina espírita estará cada dia mais distante de sua pureza doutrinária, como se constata diariamente, pois, já se encontra em muitos casos, bastante distorcida principalmente na área da mediunidade.
Pensamos que já basta o que fizeram com o Cristianismo, que teve que ser trazido novamente ao nosso conhecimento por Jesus e seus prepostos, pois, foi totalmente desfigurado, o que é preciso não se permita acontecer com o Consolador Prometido.
Jesus, a título de bondade, jamais deixou de desfazer equívocos por onde passou, classificou de hipócrita todo aquele que usava de verniz no verbo, mas, estava impregnado de interesses escusos ou covardia nos refolhos da alma. O esclarecimento deve ser ministrado sim, de forma efetiva e imediata, pois bem sabemos que são chegados os tempos, e também porque temos para orientação os ensinos dos Espíritos Superiores que indagados sobre o assunto, assim responderam ao codificador nas questões que seguem, do Livro dos Espíritos e no Evangelho segundo o espiritismo.
798. O Espiritismo se tornará crença comum, ou ficará sendo partilhado, como crença, apenas por algumas pessoas?
“Certamente que se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos. Terá, no entanto, que sustentar grandes lutas, mais contra o interesse, do que contra a convicção, porquanto não há como dissimular a existência de pessoas interessadas em combatê-lo, umas por amor-próprio, outras por causas inteiramente materiais. Porém, como virão a ficar insulados, seus contraditores se sentirão forçados a pensar como os demais, sob pena de se tornarem ridículos (...)”
932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” ¹
(...) Crede, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as utopias com as verdades."Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.) Cap. VI, item 5. ²
Temos consciência de que erros, todos nós cometemos, que não somos perfeitos para julgar quem quer que seja, mas, os equívocos doutrinários detectados, estes sim, precisam se constituir objeto de esclarecimentos, e, de preferência, de forma a servir a todos que possam ter a mesma compreensão distorcida da legítima mensagem espírita, nas exposições de caráter público, sem citar nome de ninguém é claro, mas sim, o erro verificado, pois, entendemos que a verdade representada pela mensagem pura da doutrina espírita, muito nos ajuda sim, para um perfeito entendimento de como realizar os trabalhos da mediunidade com Jesus.
Não haverá máscara de intenções, senão naquele que o fizer movido por outros sentimentos dos quais fizemos referência anteriormente, o que não é o nosso caso, graças a Deus, pois, não somos movidos senão pelo desejo sincero de ver o Espiritismo interpretado da forma mais fiel ao contido na codificação espírita, e não será esta ou aquela opinião contrária que nos fará desistir desse nosso objetivo. Preferimos errar pela ação do que errar pela omissão, simplesmente para parecermos bonzinhos o que nunca nos consideramos, nem desejamos ser.

Bibliografia:

1) Kardec Allan, O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição.

2) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição - Cap. VI, item 4.

Grifos, nossos.

Francisco Rebouças

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NÃO TROPECEMOS

 
       “Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz des­te mundo.” — (JOÃO, CAPÍTULO 11, VERSÍCULO 9.)
 
O conteúdo da interrogativa do Mestre tem vasta significação para os discípulos da atualidade.
“Não há doze horas no dia?”
Conscientemente, cada qual deveria inquirir de si mesmo em que estará aplicando tão grande ca­bedal de tempo.
Fala-se com ênfase do problema de desempre­gados na época moderna. Entretanto, qualquer crise nesse sentido não resulta da carência de trabalho e, sim, da ausência de boa-vontade individual.
Um inquérito minucioso nesse particular revela­ria a realidade. Muita gente permanece sem atividade por revolta contra o gênero de serviço que lhe é  oferecido ou por inconformação, em face dos salários.
Sobrevém, de imediato, o desequilíbrio.
A ociosidade dos trabalhadores provoca a vigi­lância dos mordomos e as leis transitórias do mundo refletem animosidade e desconfiança.
Se os braços estacionam, as oficinas adormecem. Ocorre o mesmo nas esferas de ação espiritual. Quantos aprendizes abandonam seus postos, ale­gando angústia de tempo? quantos não se transferem para a zona da preguiça, porque aconteceu isso ou aquilo, em pleno desacordo com os princípios supe­riores que abraça?
E, por bagatelas, grande número de servidores vigorosos procuram a retaguarda cheia de sombras. Mas aquele que conserva acuidade auditiva ainda escuta com proveito a palavra do Senhor: 
       - Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia não tropeça.”
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Palestras e estudos ao vivo de Londres

Transmissão ao Vivo

 Programação Ao Vivo:

Domingos:
Estudo Interativo: Série Psicológica Joanna de Ângelis – 05.45pm
Estudo Interativo: O Livro dos Espíritos – 06.30pm
Palestra:  Matrimônio e  Divórcio -  Evanise M Zwirtes  - 07.15pm
Segundas Feiras: 
Estudo Interativo: O Evangelho Segundo o Espiritismo - 07.00pm
Quartas Feiras:
  Estudo Interativo: The Spirits’ Book – 05.20pm 
 
 
 
 
Francisco Rebouças

domingo, 15 de setembro de 2013

Opção pelo Evangelho


“Sabeis estas coisas, bem aventurados sois se as fizerdes” – João, 13:17 
Amigos, que Jesus nos guarde em sua paz.
 
Ao perceber a responsabilidade dos espíritas, como detentores das interpretações mais avançadas dos ensinamentos de Jesus, é importante reconhecer com grande alegria e felicidade que temos no processo de reforma íntima que estamos convocados a realizar, ainda na carne, que é o veículo do qual desfrutamos justamente para isso, com os ensinos de nossa doutrina para o entendimento de que precisamos investir no Reinado do Espírito sobre a matéria, em nossas construções morais espirituais, em busca de um porvir feliz.
 
Imprescindível se faz, que mudemos de atitude diante dos novos desafios que a vida nos apresenta, enfrentando-os corajosamente mantendo nosso esforço por seguir o roteiro de luz que o espiritismo nos oferece, oportunizando-nos uma perfeita interpretação das lições divinas, propondo-nos soluções simples aos problemas complicados, satisfazendo indagações e decifrando enigmas, ao clarão da fé que raciocinada sem levar em conta os perniciosos artifícios de antes.
 
Convoca-nos às eminências do trabalho com o Senhor, sem a intervenção muita vez abusiva de autoridades humanas, que, como acontece em grande parte e em variadas correntes religiosas ao invés de garantirem a escalada, na estrada do progresso do indivíduo, talvez até lhes tolhessem o direito de aprender, servir e até de decidir o rumo a segui, pois, sabemos como ninguém que o Paraíso deve ser edificado gradativamente em nós mesmos, dia após dia.
 
Somos sabedores de que muito maior é a responsabilidade que nos pesa nos ombros, porquanto nossos irmãos de correntes religiosas diferentes, em transpondo o limiar do túmulo, poderão referir-se às telas mentais a que foram escravizados no culto externo, ou alegarão com justiça o insulamento a que foram constrangidos na fidelidade à letra que mata, sem direito às interpretações diferentes pelo espírito que vivifica.
 
Temos dessa forma, possibilidades de obter conhecimentos evangélicos mais suscetíveis de plena identificação com a Verdade, nutrindo-nos, desde agora, com os frutos sazonados que a fé raciocinada nos pode apresentar da vida eterna, como a concepção real da justiça, que nos favorece mais clara visão da sabedoria Divina que rege os destinos dos seres no Universo, pois, irmãos outros, oriundos de filosofias distintas da nossa, em contato com a filosofia espírita, lastimam a impossibilidade de retroação no tempo, para reestruturar a conceituação do Testamento Divino e buscar, como acontece hoje ao influxo dos postulados do Consolador Prometido, o supremo consolo da fé ajustada aos fundamentos simples da vida, sem a inconveniente e nociva influência das convenções humanas.
 
Por essa razão, convocamos os trabalhadores da Seara espírita, para que juntos rejubilemo-nos com o feliz encontro com a nobre mensagem esclarecedora e consoladora da doutrina cristã que ora esposamos, participando com alegria desse valoroso e pacífico exército de almas fervorosas que, pelo exercício do trabalho no bem, da oração nascida do fundo do coração, da boa-vontade e do serviço aos semelhantes, buscarmos construir no mundo, precioso trilho de acesso à comunhão com Jesus, entendemos após o encontro com essa bendita doutrina espírita que, as oferendas que hoje podemos fazer a esse Mestre e Guia de nossas vidas, não podem ser mais aquelas que no passado lhe apresentávamos representadas pelos bens materiais sem o menos esforço em comungar-lhe as mensagens e exemplos que Ele nos trouxe e vivenciou junto a nós, e quer Mateus registrou em suas anotações no capítulo 6, versículo 33, quando o Celeste Amigo nos adverte: — “Buscai, acima de tudo, o Reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas ser-vos-ão acrescentadas.”
 
Compreendemos hoje, que os bens materiais têm sua importância capital em nosso presente momento de espírito encarnado em um planeta de provas e expiações, mas, que os bens do Espírito Imortal que somos, representa a verdadeira e maior preocupação que devemos ter, em virtude de sabermos que o corpo físico tem seu tempo limitado de existência em cada encarnação, enquanto o Espírito jamais perecerá, pois, está fadado à felicidade e à pureza espiritual pela eternidade.
 
Que possamos somar nossos esforços no trabalho de desenvolvimento do bem e da paz nos corações de toda a humanidade, e façamos a parte que nos cabe realizar com esmero e amor, para que o mais cedo possível, essa realidade seja sentida e vivenciada na terra por todos nós.
 
Bibliografia
1- Evangelho de João, 13:17
2- Evangelho de Mateus, 6:33. 
 
Francisco Rebouças

domingo, 8 de setembro de 2013

TENHA PACIÊNCIA, MEU FILHO!

Quando Dona Maria João de Deus desencarnou, em 29 de setembro de 1915, Chico Xavier, um de seus nove filhos, foi entregue aos cuidados de Dona Rita de Cássia, velha amiga e madrinha da criança.
Dona Rita, porém, era obsidiada e, por qualquer bagatela, se destemperava, irritadiça.
Assim é que o Chico passou a suportar, por dia, várias surras de varas de marmeleiro, recebendo, ainda, a penetração de pontas de garfos no ventre, porque a neurastênica e perversa senhora inventara esse estranho processo de torturar.
O garoto chorava muito, permanecendo horas e horas, com os garfos dependurados na carne sanguinolenta e corria para o quintal, a fim de desabafar e, porque a madrinha repetia, nervosa:
— Este menino tem o diabo no corpo.
Um dia, lembrou-se a criança de que a Mãezinha orava sempre, todos os dias, ensinando-o a elevar o pensamento a Jesus e sentiu falta da prece que não encontrava em seu novo lar.
Ajoelhou-se sob velhas bananeiras e pronunciou as palavras do Pai Nosso que aprendera dos lábios maternais.
Quando terminou, oh! maravilha!
Sua progenitora, Dona Maria João de Deus, estava perfeitamente viva ao seu lado.
Chico, que ainda não lidara com as negações e dúvidas dos homens, nem por um instante pensou que a Mãezinha tivesse partido para as sombras da morte.
Abraçou-a, feliz, e gritou:
— Mamãe, não me deixe aqui... Carregue-me com a senhora...
— Não posso, — disse a entidade, triste.
— Estou apanhando muito, mamãe!
Dona Maria acariciou-o e explicou:
— Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar.
— Mas, — tornou a criança — minha madrinha diz que eu estou com o diabo no corpo.
— Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa e se você não mais reclamar, se você tiver paciência, Jesus ajudará para que estejamos sempre juntos.
Em seguida, desapareceu.
O pequeno, aflito, chamou-a em vão.
Desde esse dia, no entanto, passou a receber o contato de varas e garfos sem revolta e sem lágrimas.
— Chico é tão cínico — dizia Dona Rita, exasperada, — que não chora, nem mesmo a pescoção.
Porque a criança explicava ter a alegria de ver sua mãe, sempre que recebia as surras, sem chorar, o pessoal doméstico passou a dizer que ele era um “menino aluado”.
E, diariamente, à tarde, com os vergões na pele e com o sangue a correr-lhe em pequeninos filetes do ventre o pequeno seguia, de olhos enxutos e brilhantes, para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, sob as velhas árvores, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Assim começou a luta espiritual do médium extraordinário que conhecemos.
 
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Argumentos de sempre


A Doutrina Espírita é sem qualquer sombra de dúvidas, a maior e mais séria adversária dos materialistas, tendo por isso mesmo adquirido ao longo dos tempos a antipatia daqueles que se alimentam das teorias do materialismo, que, dessa forma, se colocam então como inimigos ferrenhos da filosofia espírita.
É bem verdade, que muito poucos seguidores da doutrina materialista se atrevem a confessar que o são, nos deixando transparecer nitidamente a ideia de que não estão tão bem seguros nas suas convicções.

Defendem com unhas e dentes suas teorias, apelando para a lógica da razão com os argumentos de que a ciência precisa descobrir o que segundo afirmam o espiritismo não tem como comprovar, não levando em conta, que a ciência humana, apenas engatinha para solucionar os diversos enigmas com que se defronta diariamente para decifrar os obstáculos que o conhecimento da matéria impõe, não encontrando explicações convincentes para inúmeros fatos exclusivamente de domínio das leis do mundo físico, como as descobertas das vacinas contra inúmeras doenças, a cura para uma imensidade de enfermidade que continuam consideradas como incuráveis, e que afligem a humanidade em todas as partes do planeta, os preventivos tão aguardados contra a invasão dos insetos nas lavouras etc, etc...

Esses inimigos de Doutrina Espírita, “buscam concentrar seus pontos de ataque no maravilhoso e no sobrenatural, que não admitem”. Sem conhecerem a doutrina que combatem, pensam que como as religiões tradicionais estão fundamentadas nos fatos inexplicáveis tidos como milagres, não têm o cuidado de buscar os necessários esclarecimentos para saberem que a doutrina espírita nos ensina que milagres não existem.

Mesmo porque, “o Espiritismo não tem de examinar se existem ou não milagres. Se Deus pôde, em certos casos, alterar as leis eternas que regem o universo, o Espiritismo deixa, em relação a isso, toda a liberdade de crença. Diz e prova que os fenômenos em que se apoia nada têm de sobrenatural, a não ser na aparência. Esses fenômenos não parecem naturais aos olhos de certas pessoas, porque estão fora do comum e diferentes dos fatos conhecidos. Mas não são mais sobrenaturais do que todos os fenômenos dos quais a ciência nos dá hoje a solução e que pareciam maravilhosos antes, em uma outra época. Todos os fenômenos espíritas, sem exceção, são consequência de leis gerais. Revelam-nos um dos poderes da natureza, poder desconhecido, ou melhor, incompreendido até aqui, mas que a observação demonstra estar na ordem das coisas. O Espiritismo se fundamenta menos no maravilhoso e no sobrenatural do que a própria religião; aqueles que o atacam sob esse aspecto é porque não o conhecem, e ainda que fossem os homens mais sábios, nós lhes diríamos: se a ciência, que vos ensinou tanta coisa, não ensinou que o domínio da natureza é infinito, sois apenas meio sábios”.
 
A doutrina espírita é a primeira a combater o maravilhoso, o sobrenatural, nos asseverando que, o que muitos assim denominam, não passa de algo desconhecido pela ciência dos homens, e que assim que for descoberto o princípio que rege o tal fenômeno, ele deixará de pertencer ao rol das coisas inexplicáveis para ter uma explicação lógica, como os diversos “milagres” operados por Jesus, que nada mais fez que exercer o seu conhecimento sobre os fenômenos que se lhe apresentaram e resolvê-los com a simplicidade de quem sabe; nós espíritas, não deixamos de dar o devido valor ás coisas da matéria, mas não ficamos apenas nisso, pois que o espiritismo não aceita todos os fatos como sendo maravilhosos ou sobrenaturais, longe disso, demonstra a impossibilidade de grande número deles e o ridículo de certas crenças, que constituem a superstição propriamente dita.

Julgar o espiritismo pelos fatos que ele não admite é dar prova de ignorância sobre seus conceitos, é por isso que, no Livro dos Médiuns Cap. II, item 14, nº 8, O Codificador nos instrui para que não levemos em conta os argumentos de quem quer que combata a doutrina que professamos, sem apresentar as convincentes justificativas para seus argumentos conforme lá está descrito:

“O espiritismo não pode por isso considerar como crítico sério, senão aquele que o tudo tenha visto, estudado e aprofundado, com a paciência e perseverança, de um observador consciencioso; que do assunto saiba tanto quanto qualquer adepto instruído; que haja por conseguinte, haurido seus conhecimentos algures, que não nos romances da ciência; aquele a quem não se possa opor fato algum, que lhe seja desconhecido, nenhum argumento de que já não tenha cogitado e cuja refutação faça, não por mera negação, mas por meio de outros argumentos mais peremptórios; aquele, finalmente, que possa indicar, para os fatos averiguados, causa mais lógica do que a que lhes aponta o Espiritismo. Tal crítico ainda está por aparecer”.  ¹

Fonte: Livro dos Médiuns, FEB – 26ª edição.


Francisco Rebouças 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

ALERTA


José do Patrocínio  

Servidores do Cristo, orem de sentinela!

Eis que o mundo sangrando é campo de batalha,

onde a treva infeliz se distende e trabalha

o coração sem Deus que, em sombras, se enregela.
 

Ao carro da discórdia, a maldade se atrela...

Do próprio firmamento em que o sol se agasalha

chove fogo cruel das nuvens de metralha

e o mal intensifica a indômita procela.
 

A Humanidade implora em súplicas estranhas

novos clarões de amor que removam as montanhas

contra o ódio voraz – nova Hidra de Lerna...
 

Levantemos, irmãos, as almas consumidas,

espalhando no mundo em nossas próprias vidas,

a lição de Jesus, renovadora e eterna!
 

(Soneto recebido em julho de 1948, em Pedro Leopoldo, estado de Minas Gerais).
Livro: União em Jesus
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 

Francisco Rebouças

domingo, 18 de agosto de 2013

MEUS PENSAMENTOS

 
 Consciência!

É preciso saber porque se faz, para fazer porque se sabe.
Ensinar e aprender
Ensinar é mostrar aos outros que é possível conquistar, aprender é conquistar, tornando possível a si mesmo.

A Amizade

Amizade é o sentimento que vincula as almas umas às outras, proporcionando alegria e bem-estar a todos sob as bênçãos da fraternidade.

O Ciúme


O ciúme nada mais é que a desconfiança do ciumento de que a pessoa por ele aprisionada por um sentimento egoísta e doentio que o mantém escravizado, pode encontrar a porta da liberdade através de alguém que verdadeiramente o ame e respeite.
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ergamo-nos


“Levantar-me-ei e irei ter com meu pai...” – (Lucas, 15:18.)

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos? quantos de nós descemos, voluntariamente, ao abismo e, lá dentro, atolados na sombria corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a frente, caminhando com os padrões de Jesus.
– Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
– Levantemo-nos, repitamos nós.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

O Primeiro Desafio



Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Disposto a esquecer o mal, dedicando-te ao bem, enfrentas o primeiro desafio.

Incidente doméstico ocorre envolvendo-te emocionalmente.

Tens a impressão que todo o planejamento para o dia se desfaz.

Sentes os nervos abalados e estás a ponto de aceitar a pugna.

Silencia, porém, e age.

O hábito da discussão perniciosa se te instalou no comportamento e crês que não possuis forças para superar o acontecimento danoso.

Recorda que estás num clima de efeitos que vêm dos dias anteriores, quando te engajavas nas provocações, reagindo no mesmo tom.

Os familiares não sabem das tuas disposições novas e, porque estão acostumados às querelas e agressões, preservam o ambiente prejudicial.

Em teu procedimento de homem novo necessitas do autocontrole, reconquistando os familiares, que se surpreenderão com a tua nova filosofia de vida.

Contorna o primeiro desafio, dilui por antecipação e com sabedoria o malestar que ele podia gerar.

Este é o passo inicial para o teu dia feliz.

Nosso Blog Espírita novamente fora do ar!


Meus amigos, os inimigos da Luz não dão tréguas, continuam a desrespeitar o direito dos outros de usar a internet para divulgação do que lhes é contrário às convicções religiosas.

Hoje novamente nosso blog:
 http://franciscoreboucas.blogspot.com/  está fora do ar. Pensam eles que assim procedendo, estão nos tirando o ânimo de divulgar a mensagem esclarecedora e consoladora da doutrina espírita, ledo engano, muito mais disposição estão nos dando para continuar com a divulgação do cristianismo redivivo através de nossa maravilhosa doutrina espírita.

Dessa forma, as notícias e matérias de hoje, seguem através deste outro blog criado anteriormente pela mesma causa, e, se por um acaso, este também for retirado do ar, criaremos outros tantos quantos forem necessários.

Assim, longe de estarem nos prejudicando, estão nos inventivando a criação de outros muitos endereços de blogs espíritas para estarem disponíveis na internet com as mensagens de amor e respeito ao semelhante, ensinadas e exemplificadas a todos nós pelo nosso verdadeiro Mestre e Guia Jesus de Nazaré.

Continuaremos sem desânimo, a divulgar a pura mensagem cristã resumida por ELE em simplesmente: "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos", do que muitos "Cristãos", ainda não ouviram falar.

Um forte abraço,
Francisco Rebouças

domingo, 24 de julho de 2011

Em louvor da alegria


“Bem aventurados, vós, que agora chorais, porque rireis.” Jesus (Lucas, 6: 21)

“Lembrai-vos de que, durante a vosso degredo na Terra, tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitas, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.” (Cap. V, Item 25)

Nos dias em que a experiência terrestre se faça amargosa e difícil, não convertas a depressão em veneno.

Quando a aflição te ronda o caminho, anuncias trazer o espírito carregado de sombra como quem se encontra ausente do lar, ansiando, regresso, entretanto, isso não é motivo para que te precipites no desânimo arrasador.

Acusas-te em trevas e podes mentalizar com a própria cabeça luminosos pensamentos de otimismo e fraternidade ou retratar nas pupilas o fulgor do sol e a beleza das flores.

Entregas-te à mudez, proclamando não suportar os conflitos que te rodeiam e nada te impede abrir a boca, a fim de pronunciar a frase de reconforto e apaziguamento.

Asseveras que o mundo é imenso vale de lágrimas, cruzando os braços para chorar os infortúnios da Terra e possuis duas mãos por antenas de amor capazes de improvisar canções de felicidade e esperança no trabalho pessoal em favor dos que sofrem.

Trancas-te em aposento solitário para a cultura da irritação alegando que os melhores amigos te não entendem e perdes horas inteiras de pranto inútil e senhorias dois pés, à maneira de alavancas preciosas prontas a te transportarem na direção dos que atravessam provações muito mais dolorosas que as tuas, junto dos quais um minuto de tua conversação ou leve migalha do que te sobra te granjeariam a compreensão e a simpatia de enorme família espiritual.

Em verdade, existe a melancolia edificante, expressando saudade da Vida Superior, contudo aqueles que a registram no âmago do próprio ser, consagram-se com redobrado fervor ao serviço do bem, preparando no próprio coração a nesga de céu, suscetível de identificá-los ao plano celestial que esperam, ansiosos, suspirando pelo reencontro com os entes que mais amam. Ainda assim, é imperioso arredar de nós o hábito da tristeza destrutiva, como quem guerreia o culto do entorpecente.

Espíritos vinculados às diretrizes do Cristo não podemos olvidar que o Evangelho, considerado em todos os tempos como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exalçando a grandeza de Deus e a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime visão da Humanidade futura, na Jerusalém assentando-se, gloriosa, na alegria sem fim.

Livro da Esperança
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 

domingo, 26 de junho de 2011

O TEMPO


       “Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa con­cessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio co­mum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não me­dita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, im­porta considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” re­flete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criatu­ras exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito im­portante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencar­nações... Os homens, por isso mesmo, fazem e des­fazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da ex­periência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os ca­minhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 22 de maio de 2011

Da Maledicência

A Meada
Irmão X
- A conversação entre as duas jovens senhoras se desenvolvia no ônibus.
- Você não pode imaginar o meu amor por ele...
- Não posso concordar com você.
- Decerto que não me entende.
- Mas, Dulce, você chega a querer o Dionísio, tanto quanto ao marido?
- Não tanto, mas não consigo passar sem os dois.
- Meu Deus! Isso é coisa de casal sem filhos!...
- É possível...
- Você não acha isso estranho, inadmissível?
- Acho natural.
- Noto você demasiadamente apegada, não é justo...
- Sei que você não me compreende...
- Simplesmente não concordo.
- Mas Dionísio...
- Isso é uma psicose...
Dona Dulce e a amiga, no entanto, ignoravam que Dona Lequinha, vizinha de ambas, sentara-se perto e estava de ouvido atento, sem perder palavra.
De parada em parada. Cada uma volveu ao lar suburbano, mas Dona Lequinha, ao chegar em casa, começou a fantasiar... Bem que notara Dona Dulce acompanhada por um moço ao tomar o elétrico, aliás, pessoa de cativante presença. Recordava-lhe as palavras derradeiras: “vá tranqüila, amanhã telefonarei...”
A tragédia, porém, estava consumada e Dona Lequinha, diante do suicida exposto à visitação, comentou, baixinho, para a amiga de lado:
- Que homem precipitado!... Morrer por uma bobagem! A gente fala certas coisas, só por falar!...

Do mal que se pensa e diz,
Cala as notícias que levas.
Conversação infeliz
É pasto à força das trevas.
Lulu Parola

Olhar de alguém, quando é bom,
Além da sombra se apruma,
Vê serviço em qualquer parte,
Não vê mal em parte alguma.

Augusto de Oliveira
Não basta que sua boca esteja perfumada.É imprescindível que permaneça incapaz de ferir.
André Luiz

Livro: Idéias e Ilustrações
Chico Xavier/Diversos Espíritos

Francisco Rebouças
Cabeça quente, vasculhando novidades no ar, aguardou o esposo, colega de serviço do marido de Dona Dulce, e tão logo à mesa, a sós com ele para o jantar, surgiu novo diálogo:
- Você não imagina o que vi hoje...
- Diga, mulher...
- Dona Dulce, calcule você!... Dona Dulce, que sempre nos pareceu uma santa, está de aventuras...
- O quê?!...
- Vi com meus olhos... Um rapagão a seguia mostrando gestos de apaixonado e, por fim, no ônibus, ela própria se confessou a Dona Cecília... Chegou a dizer que não consegue viver sem o marido e sem o outro... Uma calamidade!...
- Ah! Mas isso não fica assim, não! Júlio é meu colega e Júlio vai saber!...
A conversa transitou através de comentários escusos e, no dia imediato, pela manhã, na oficina, o amigo ouve do amigo o desabafo em tom sigiloso:
- Júlio, você me entende... Somos companheiros e não posso enganá-lo... O que vou dizer representa um sacrifício para mim, mas falo para seu bem... Seu nome é limpo demais para ser desrespeitado, como estou vendo... Não posso ficar calado por mais tempo... Sua mulher...
E o esposo escutou a denúncia, longamente cochichada, qual se lhe enterrassem afiada lâmina no peito.
Agradeceu, pálido...
Em seguida, pediu licença ao chefe para ir a casa, alegando um pretexto qualquer. No fundo, porém, ansiava por um entendimento com a esposa, aconselhá-la, saber o que havia de certo.
Deixou o serviço, no rumo do lar e, aí chegando, penetrou a sala, agoniado...
Estacou, de improviso.
A companheira falava, despreocupadamente, ao telefone, no quarto de dormir: “Ah! Sim!...”,
“Não há problema”, “Hoje mesmo”. “Às três horas”... “Meu marido não pode saber...”.
Júlio retrocedeu, à maneira de cão espantado. Sob enorme excitação, tornou à rua. Logo após, notificou na oficina que se achava doente e pretendia medicar-se. Retornou a casa e tentou o almoço, em companhia da mulher que, em vão, procurou fazê-lo sorrir.
Acabrunhado, voltou a perambular pelas vias públicas e, poucos minutos depois das três da tarde, entrou sutilmente no lar... Aflito, mentalmente descontrolado, entreabriu devagarinho a porta do quarto e viu, agora positivamente aterrado, um rapaz em mangas de camisa, a inclinarse sobre o seu próprio leito. De imaginação envenenada, concebeu a pior interpretação...
O pobre operário recusou em delírio e, à noite, foi encontrado morto num pequeno galpão dos fundos. Enforcara-se em desespero...
Só então, ao choro de Dona Dulce, o mexerico foi destrinçado.
Dionísio era apenas o belo gatinho angorá que a desolada senhora criava com estimação imensa; o moço que a seguira até o ônibus era o veterinário, a cujos cuidados profissionais confiara ela o animal doente; o telefonema era baseado na encomenda que Dona Dulce fizera de um colchão de molas, ao gosto moderno, para uma afetuosa surpresa ao marido, e o rapaz que se achava no aposento íntimo do casal era, nem mais nem menos, o empregado da casa de móveis que viera ajustar o colchão referido ao leito de grandes proporções.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Parabéns Professora!

É preciso ter coragem e dignidade para defender a ética e a moral em nosso país.
Veja o que disse a corajosa professora.

http://youtu.be/7iJ0NQziMrc





Francisco Rebouças

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Culto Espírita

“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri-los.” Jesus (Mateus, 5:11).

Assim como o Cristo disse: “Não vim destruir a lei, porém cumpri-la”, também o Espiritismo diz: “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” (Cap. 1, item: 7) 1

O Culto Espírita, expressando veneração aos princípios evangélicos que ele mesmo restaura, apela para o íntimo de cada um, a fim de patentear-se.

Ninguém precisa inquirir o modo de nobilitá-lo com mais grandeza, porque reverenciá-lo é conferir-lhe força e substância na própria vida.

Mãe, aceitarás os encargos e os sacrifícios do lar amando e auxiliando a Humanidade, no esposo e nos filhos que a Sabedoria Divina te confiou.

Dirigente, honrarás os dirigidos. Legislador, não farás da autoridade instrumento de opressão. Administrador, respeitarás a posse e o dinheiro, empregando-lhes os recursos no bem de todos, com o devido discernimento. Mestre, ensinarás construindo. Pensador, não torcerás as convicções que te enobrecem.

Cientista, descortinarás caminhos novos, sem degradar a inteligência. Médico, viverás na dignidade da profissão sem negociar com as dores dos semelhantes.

Magistrado, sustentarás a justiça. Advogado, preservarás o direito. Escritor, não molharás a pena no lodo da viciado, nem no veneno da injúria. Poeta, converterás a inspiração em fonte de luz. Orador, cultivarás a verdade. Artista, exaltarás o gênio e a sensibilidade sem corrompê-los.

Chefe, serás humano e generoso, sem fugir à imparcialidade e à razão. Operário, não furtarás o tempo, envilecendo a tarefa.

Lavrador, protegerás a terra. Comerciante, não incentivarás a fome ou o desconforto, a pretexto de lucro. Cobrador de impostos, aplicarás os regulamentos com eqüidade.

Médium, serás sincero e leal aos compromissos que abraças, evitando perverter os talentos do plano espiritual no profissionalismo religioso.

O culto espírita possui um templo vivo em cada consciência na esfera de todos aqueles que lhe esposam as instruções, de conformidade com o ensino de Jesus: “O reino de Deus está dentro de vós” e toda a sua teologia se resume na definição do Evangelho: “a cada um por suas obras” .

A vista disso, prescindindo de convenção pragmática, temos nele o caminho libertador alma, educando-nos raciocínio e sentimento, para que possamos servir na construção do mundo melhor.
1 A presente citação e todas as demais colocadas neste livro, em seguida aos textos evangélicos, forem extraídas de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, de Allan Kardec. — Nota do Autor espiritual.
Livro: Livro da Esperança
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 9 de maio de 2011

EM TORNO DA PROFISSÃO

 
A sua profissão é privilégio e aprendizado.

Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.

O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante à árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.

Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.

Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.

Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.

O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide a servir.

Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.

Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.

Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.

Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

domingo, 24 de abril de 2011

Enquanto é Possível...

Apressa-te em quanto tens tempo, enquanto gozas de perfeita saúde, enquanto desfrutas da bênção da lucidez, e apresenta-te aos diversos núcleos Cristãos no mundo, e inscreve-te nas tarefas em que já podes colaborar de forma positiva com tua experiência no assunte de tua especialidade, seja em que área de conhecimento for, pois, todos os trabalhos elaborados pelos Imortais da Vida Superior, no objetivo de iluminação, esclarecimento e pregresso da humanidade, continuam carentes e necessitados de material humano, para serem implantados e executados na terra e, tua ausência naquilo que conheces e dominas, é sem qualquer sombra de dívidas, profundamente sentida.

Usa, do benefício que a inteligência te concede e capacita, e, deixa que os valores do conhecimento que tenhas adquirido ao longo dos anos, em teus esforços de melhoria e crescimento moral espiritual possam ser por ti utilizados para criar, modificar e transformar o ambiente em que vives e, as pessoas com as quais te relacionas, no sincero propósito de servir a causa do bem, e perceberás que os amigos da Espiritualidade Superior estarão ao teu alado te ajudando de forma tão concreta, como nunca imaginastes ser possível tamanha interação, para que obtenhas sucesso em teus projetos de ver crescer em volta de teus passos a alegria, a concórdia e a paz.

A vida pulsa incessantemente nos dois planos; no material em que ora nos encontramos e, no espiritual, invisível aos nossos olhos físicos, de onde procedemos e para onde retornaremos no dia em que o Supremo Doador da Vida nos determinar e; por sabermos ser esta, uma realidade, absoluta, que não poupará, nenhum de nós seres humanos, e nem nos permitirá qualquer privilégio em relação aos nossos semelhantes, é prudente e até mesmo inteligente, saber tirar todo o proveito das inúmeras oportunidades que a vida nos oferece de crescimento e progresso, visando nosso desenvolvimento moral e intelectual.

Para tanto, é necessário nosso indispensável esforço, no trabalho de burilamento que nos está reservado executar, em virtude dos incontáveis equívocos que cometemos no desrespeito às Sábias Leis Divinas, que há muito espera por nossa harmonização e colaboração na implantação e obediência de seus princípios, construindo o que destruímos, ou refazendo o que, mal feito executamos, desenvolvendo em nós os valores ético-morais diferentes dos que anteriormente nos utilizávamos com os quais não observamos o respeito, o amor, e a caridade para conosco, com nosso semelhante e por conseguinte, para com a vida.

Faz-se preciso, urgentemente, encarar essa realidade de frente e, com a disposição necessária, iniciarmos uma mudança de comportamento, buscando alargar nossa visão até aqui míope e, por isso mesmo, deficiente com que sempre olhamos sem enxergar as coisas do Espírito Imortal que sabemos ser, para meditar de forma consciente e honesta, e providenciar imediata limpeza dos departamentos do coração onde cuidadosamente abrigamos os “tesouros” que juntamos ao longo dos séculos e que hoje já identificamos como sendo a causa maior das nossas desditas e infelicidades, pois que, só nos trouxeram preocupações, ansiedades e desconfortos, causando sérias seqüelas ao nosso ser Espiritual.

Sejamos, pois, doravante, mais cuidadosos e cautelosos, com tudo o quanto pretendemos entesourar nesses mesmos compartimentos do nosso coração, que ora trabalhamos por esvaziar, para que não nos arrependamos mais tarde, como hoje nos arrependemos de não ter feito melhores escolhas e, por isso mesmo, estamos pagando preço bastante elevado por nossa negligência para com as virtudes do Espírito e pelo excesso de preocupação em amontoar os falsos tesouros “que a traça corrói e a ferrugem, consome”, responsáveis pelos transtornos dos quais temos sido as maiores vítimas, desde eras recuadas da nossa criação.

Francisco Rebouças.